quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Curadoria (diálogo com a abordagem curatorial).


O estudo pode ser compreendido como um esforço de aproximação reflexiva frente determinado objeto. Nesse caso, quatro artistas trabalhando por meio de diferentes linguagens, desenvolvem alguns esforços sobre o mesmo tema. O que eles possuem em comum? Exercícios que traduzem para a linguagem artística situações sofridas pelo corpo, tais como suturas, fraturas, queimaduras e metamorfoses.
4 estudos para o corpo consiste na apresentação desses diferentes exercícios para desdobrar o que se compreende fisicamente por corpo: extensão, porção e densidade. A partir de seus respectivos universos criativos, Alberto Oliveira, Felipe Bittencourt, Marina Inoue e Vanderlei Lopes abordam o corpo como estado de contato, envolvimento, manipulação e transformação.
Alberto Oliveira se aproxima pela ótica da metamorfose, compondo, pela manipulação gráfica uma situação absurda, e extremamente lírica, para a evolução biológica. Felipe Bittencourt exercita-se pela condição do atrito e da fratura, desenvolvendo os impactos duros da queda por meio de um diálogo mudo com a superfície. Marina Inoue traz as marcas da sutura, tecendo e vestindo um manto feito de vísceras, provocando o diálogo entre corpo sagrado e profano. E, por fim, Vanderlei Lopes enfatiza a ação do desenho por meio da queimadura, se utilizando de materiais reagentes como pólvora e fogo para gravar o concreto.
Desse modo, por meio de manipulações, costuras, atritos e queimas, as marcas do corpo são deixadas provisoriamente na sala do MUBE.

Naum Simão de Santana
Curador

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